Telefonemas que fazem seu dia...

>> segunda-feira, 31 de maio de 2010

Eu tenho uma relação tão amor e ódio com meu celular que é difícil de explicar. Eu não posso me considerar dependente, ou viciada. Os números importantes eu sei de cabeça, e algumas vezes ele passa o dia sem bateria. Mas o que ele me proporciona algumas outras vezes nem dá pra explicar.

Eu fiquei muito amiga de pessoas muito especiais porque atendi o celular. Muita gente entrou na minha vida através dele - e, por incrível que parece, internet não teve muito intermédio nisso - e muita gente "ficou" na minha vida por causa desse aparelho.

Só lembrei disso porque hoje recebi uma ligação de uma dessas pessoinhas, e eu estava com saudades.

Miss u, Lily. I swear i will be your cupcake even if i'm not that sweet anymore. ;)

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As melhores amigas do mundo

>> domingo, 2 de maio de 2010



Eu queria ter feito esse post há um tempão, mas esperei até que cada uma das safadinhas que me fizeram essa surpresa tivessem suas cópias em mãos para finalmente postar a respeito. Afinal, não bastava só as palavras, eu queria colocar a foto.

Tem uma coisa que Murphy não pode me tirar, mesmo que coloque problemas de comunicação, quebre meu computador, me deixe sem SMS ou telefone fixo. Murphy não tem o poder de me tirar os melhores amigos do mundo. Aliás, acho que no fundo ele nem quer. É um balanço, eu sempre brinco.

Qualquer coisa no mundo é válida se a gente tiver um motivo para isso, e nada nunca é ruim o bastante que seja o suficiente para tirar a importância que amigos tem na minha vida. Essas gurias que, com todo amor e carinho, juntaram todo o livro que eu e a Grazi escrevemos e levaram a uma gráfica para me surpreender no meu aniversário, são parte essencial da minha vida. Sem elas eu tenho a mais absoluta certeza de que meus dias seriam muito "borings" e eu não teria 90% de motivos para checar meu e-mail quando eu estivesse triste ou chateada só por ter certeza de que lê-las me faria sorrir.

Elas são o tipo de amigas que vou levar para vida inteirinha. Nossa amizade não se limita, nunca se limitou. Não se limita a distância de estados ou países, nem se limita a um assunto só, a um gosto só, a um só interesse em comum. Nossa amizade, como um todo, vai bem mais fundo e é muito mais importante do que aquilo que primeiro nos uniu. Aquilo foi só um motivo, o que temos hoje é muito mais real e palpável.

Então é isso, suas loucas, suas volupiosas, suas weirdas. Eu amo vocês pra caramba e tenho certeza que cada uma merece o mundo inteiro, mas como eu não tenho como entregar o mundo inteiro a vocês, entrego a minha amizade e meu amor ao todo. Vocês são pra lá de especiais. Ponto.

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Das coisas que irritam a gente...

>> segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir

Não queremos ter o que não temos

Nós só queremos viver

Sem motivos, nem objetivos

Nós estamos vivos e é tudo

(engenheiros do hawaii)

Eu acho que nasci com uma mania chata. Na verdade, eu nasci com várias manias chatas, mas uma era tão chata que me irritava, e eu não percebi o quanto era chato até o momento em que conheci pessoas com essa mesma mania.

Eu tive um amigo que sofria dessa mesma mania, mas em doses muito maiores que as minhas. Um dia, queríamos sair para um festa, mas precisávamos decidir entre duas. Uma amiga deu a ideia de irmos até a primeira, ver "como estava" e, se estivesse, assim, sem gracinha, sempre existia a segunda opção.

Meu amigo não quis. Eu admito que fiquei receosa... Pra que não escolher só uma e let's do it and just it, right? Mas não era uma ideia de todo ruim. Mas meu amigo pirou, porque, oi... Ele não teria controle. Ele não podia controlar o fato de gostar ou não da primeira festa, ele não podia adivinhar se acabaríamos mesmo indo pra segunda opção. Ele não tinha a mínima ideia do que iria acontecer.

Eu era quase assim. Control freak. E eu achava que meu problema com controle era maravilhoso, mas nem... No meu mundinho ser uma control freak era ser responsável. Mas nem...

Agora, anos depois do ocorrido, li uma história bastante interessante que me fez lembrar daquela época, e me peguei pensando se esse amigo, hoje só um desconhecido, ainda se apavora só com a ideia de não saber o que vai acontecer. Qual é a graça de saber?

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Decisões

>> domingo, 18 de abril de 2010

Os meses depois do meu aniversário são sempre engraçados. São normalmente os meses que mais tomo decisões de coisas que não afetam ninguém além de mim.

Decido tirar aquele dente que incomoda, colocar uso nas cores de esmalte - e pra isso, deixar as unhas crescerem -, arrumar meu produtos de pele e usá-los sempre, não só uma vez por ano. Sempre tomo mil decisões, faço voltas e voltas na minha rotina pra acomodar as coisas novas que decido fazer durante o ano. Eu poderia dizer que meu momento "decisões de ano novo" é logo depois do meu aniversário.

O mais engraçado é que sempre funciona. Deve ser egoísmo, gosto de centrar as mudanças em mim, não na mudança de calendário. ;)

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Das coisas bizarras da vida...

>> quinta-feira, 8 de abril de 2010

Li uma reportagem há uns dois dias sobre uma cobra remetida por Sedex para o interior do Rio Grande do Sul que foi pega pelo raio-x.

Admito que a primeira coisa que pensei foi: "era um presente de aniversário vindo de Murphy?"

Minha relação com ele anda desse jeito.

BTW, vamos agradecê-lo por minha boca estar anestesiada há uma semana, okay?

Obrigada, Murphy.

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E então...

>> sábado, 3 de abril de 2010

Ficar em casa doente é uma meeeeerda.

Ficar em casa é bom, normalmente. Vadiando, podendo comer pipoca e ver filme na frente da TV ou se concentrar em um bom livro sem pensar em mais nada. É muito bom.

Ficar em casa com compressa de gelo no rosto e remédio de quatro em quatro horas é uma merda. Desgraça de Murphy. Ou... Sintoma de extração de siso!

Se você nasceu sem juízo, agradeça. Você tem uma forma a menos de ser ferrada por Murphy. ;)

PS: Murphy tá segurando meu presente de aniversário das Loucas há dias. Mimimi, libera aí, bitch.

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Sete anos

>> segunda-feira, 22 de março de 2010

Hoje fazem sete anos que você se foi. Eu acordei e foi a primeira coisa que lembrei, como em todo ano. O dia é igual ao dia em que aconteceu. O mesmo nublado, o mesmo vento, o mesmo bafo. E eu ainda lembro como se fosse hoje, mas foi não. Sete anos atrás.

Desde que eu acordei eu fico lembrando das coisas boas. Das músicas que você cantou, das risadas que a gente trocou e do jeans surrado com camiseta branca que era seu uniforme. Eu lembro do violão que você tocava mal, mas que dava certo porque você cantava bem. Lembro daquilo que você gostava e da sua capacidade de fazer meu eu adolescente e chato rir. Era difícil, mas você conseguia. Aquela risada que, eu ainda lembro bem, era solta.

Eu lembro que no dia que você se foi, na hora que eu fiquei sabendo, eu fui consolada pelas pessoas que normalmente eram estúpidas comigo. Eu lembro que aquele foi o dia em que tudo mudou. Mudaram meus amigos, mudaram minhas opiniões, mudaram minhas atitudes. Mudou a menina. É difícil acreditar no número de anos que se passaram, porque, às vezes, parece que não passou nada. Eu ainda sinto sua falta, mas não como sentia antes. É a falta diferente, a falta para se indagar onde estaríamos hoje. É bem tolo nos imaginar juntos, e eu duvido tanto. Mas nós nunca tivemos a oportunidade de acabar por nós mesmos. É meu maior problema nesses sete anos.

Eu acho tão bobo escutar suas músicas hoje. Mas cada um tem um jeito de lidar com a perda, e ouvir os versos daquilo que você cantava tão bem me faz bem. E pela primeira vez em muitos aniversários do dia que você se foi, eu acho que posso dizer que fico mais bem do que mal.

Porque eu ainda "lembro como a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba". E eu espero que você finalmente tenha conseguido ir "de volta pra casa", porque eu acho que finalmente consegui também.

Amor,
Guta

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