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Às vezes eu acho...

>> quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Que Murphy, lá no fundo, gosta de mim. Acho que o que ele faz comigo é testar minha paciência, minha vontade. Quando eu não quero algo muito e Murphy entra no meu caminho, ele vira minha desculpa. Eu assumo isso, é um dos meus inúmeros defeitos. "Porque Murphy isso, Murphy aquilo, Murphy não deixa".

Se eu quero, não tem Murphy que me segura. Não tem nada que me segure. Sou muito focada, assim como sou escorregadia.

E, de vez em quando, Murphy vem e me dá uma mão. Ele tem me dado algumas "mãos" ultimamente (sempre como uma calma depois da tempestade, e não antes), e eu não posso reclamar tanto assim. Mas eu reclamo, porque, na hora da raiva, a culpa é dele de qualquer maneira.

/reflexão

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Tenho certeza

>> quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Que qualidade é o que importa. Reflitam.

Preciso dizer que o dia de hoje foi digno de Murphy. Ele arrasou com a minha coluna com tanta vontade que chegou a ser emocionante. Mas pelo menos eu cheguei em casa e pude me distrair refletindo sobre como eu deveria começar a participar de banca de apostas em pessoas reais (já que na mega da virada não dá certo). De gente de verdade. De celebs eu já faço...

Apostei com alguns colegas que Gisele Bundchen iria parir seu rebento em dezembro. Ganhei. Cinquenta reais. Depois, Gisele continuou a me dar lucro quando acertei, mais perto do nascimento, data e sexo da criança. Só não acertei o nome, mas, né? Estava apostando em nome de filho de celeb, mas me esqueci que ela era brasileira em primeiro lugar. Camila e sua rebenta Vida, entretanto, não me decepcionaram.

Aposto muito. Começou como brincadeira, nem lembro com qual celebridade. "Aposto com você que tal relacionamento acaba até tal mês!" Ganhei meus primeiros 10 reais em aposta com o pessoal da faculdade. Depois disso, virou meu negócio. Conheci gente, gente, gente e mais gente.

Conheci um jornalista da área. É uma das minhas melhores fontes sobre fofoca internacional. Eu era realmente inocente e não sabia. Depois, conheci uma criatura louca que fode um paparazzi. Minha melhor fonte de flagras. Ah! Eu era MUITO inocente e não sabia! E assim fui conhecendo, fui aprendendo, fui ouvindo. Hoje eu aposto na certeza, mas não posso contar isso nunca.

Você só tem fonte se não conta (publicamente) o babado. Informalmente você pode... Ninguém te conta nada sem imaginar que você não vai passar adiante, ainda mais fofoca.

Mas isso tudo é com celebs. Com povão mesmo eu acho muito mais fácil. Celeb tem dinheiro e pode fazer coisas que você não imagina. Celeb tem dinheiro para mudar de idéia, mudar a rota, alterar o horário e parir mais cedo. Tem dinheiro até pra mudar o nome do rebento. Gente comum? Ah, nem tanto. E gente comum acaba se limitando ao previsível.

Deveria realmente começar a apostar em gente comum. Ainda mais o tipo de gente comum no qual, de forma não oficial, andei fazendo umas apostas.

Ganharia tudo! Arrasei.

PS: Hello there, paulistas. Vou para a despedida da Má... em Sampa City. Estarei na cidade do dia 13 ao dia 16, depois volto para fazer concurso. Adianto: estarei numa correria louca porque beberei até cair e preciso ir no Escritório de Direitos Autorais no momento que não estiver mamada. LOL

PPS: Adorei que Katy Perry e Russell Brand estão noivos. Eles são um dos meus casais celebs preferidos.

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Ansiosa, eu?

>> terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sou ansiosa. Daquelas que comia unha e parou porque já não tinha mais unha direito. Hoje, como os corinhos da unha. É nojento, eu sei, mas minha unha cresceu.

Sou uma daquelas ansiosas que nunca é ansiosa quando é normal ser. Andei de avião pela primeira vez, sozinha, sem um pingo de ansiedade. Comecei a trabalhar, fiz vestibular, me formei, falei na primeira reunião, fui oradora e comecei na faculdade. Nada.

Acho que sou ansiosa alheia. E por ficção. Sou muito ansiosa pelos outros, é parte dessa coisa que eu tenho de me contagiar com alegrias, tristezas, frustações, vitórias e derrotas alheias. Fico ansiosa ao ponto da gastrite, de dar vontade de vomitar, de suar frio e ficar com dor de cabeça.

Fico ansiosa em casamentos (ou ficava, não vou em um casamento há tempos), na formatura dos outros, esperando por notícias de entrevistas, de telefonemas, de e-mails. Fico muito ansiosa em final de livro que tem continuação, em cenas tensas de filmes ou seriados e em histórias investigativas.

Descobri que minha ansiedade era engraçada assim só dia desses: estava escrevendo uma cena para um livro em conjunto com minha cunhada e senti aquela agitação que vem com a sensação de ansiedade. Pensei que era bobeira ficar ansiosa assim quando nem mesmo estávamos tentando publicar ainda... Só depois, recebendo a parte dela e começando a escrever a minha, percebi que a sensação tinha a ver com o momento que os personagens viviam. Estava ansiosa para saber qual seria o próximo passo deles no papel (mesmo que na teoria estivesse decidido). Depois, livro pronto e edição começada, começamos a procurar informações sobre publicação. Nunca me senti tão tranquila na vida!

Minha amiga Anne disse na semana passada que sou ansiosa porque me envolvo, e eu até concordo com ela. Só sou ansiosa por ter a habilidade de me colocar no lugar do que me deixa assim. Foi nesse dia que descobri que a merda desse defeito virou uma qualidade. E eu que me odiava por ser ansiosa?

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